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O Estado e o Desenvolvimento Econômico

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O papel a ser desempenhado pelo Estado na economia sempre foi motivo de polêmica dentro da economia. Correntes de pensamentos proclamavam diferentes soluções para essa polêmica. Analisando os anos mais recentes, temos 3 diferentes períodos de pensamento:
i) Do fim da segunda guerra até a década de 60. Período marcado pela heterodoxia estruturalista influenciada pelo keynesianismo. Tem como conseqüência uma intervenção ativa do estado a fim de corrigir a incapacidade do mercado.
ii) Anos 70 e 80 foram marcados por duas ondas de ataque neoclássico ao pensamento anterior e também o renascimento e consolidação da economia neoclássica.
iii) Final dos anos 80 e década de 90, surge uma nova reação a economia política neoclássica, que se apóia no sucesso das economias asiáticas. Defende-se a idéia de que a intervenção do estado é fundamental para o desenvolvimento econômico.

A partir dos anos 90, o debate muda de foco. Cessa os ataques neoclássicos a intervenção estatal e discute-se não mais a dimensão da intervenção, mas sim sua qualidade.
A defesa da ação estatal é o principal argumento da Economia Desenvolvimentista que, no seu início se baseou em três aspectos essenciais: a) acumulação de capital como motor do desenvolvimento; b) contra mecanismos de preços ; c) defesa da ação reguladora do estado. Tais economistas preocuparam-se com a composição dos investimentos na economia, que passou a ser, então, o tema central de toda a economia. Começaram a criticar os mecanismos de mercado, considerando-os como ineficientes e falíveis, onde se deveria atuar a “mão visível” do estado. Tal geração de economistas, vale ressaltar, foi fortemente influenciada pela postura teórica dos keynesianos. Para os mesmos, o estado tinha duas funções: indutora ou de desequilíbrio (liderar o início do desenvolvimento criando incentivos e pressões para desencadear novas ações) e induzida ou equilibradora (balanceando pressões em diferentes áreas, de forma a manter a dinâmica do crescimento).
A Economia Clássica, crítica a intervenção estatal, culpando-o, principalmente, pelo protecionismo e pela política mal-sucedida de substituição de importações (ISI). Utilizam como elemento empírico os exemplos de Coréia do Sul e Taiwan. Argumentam que os ganhos de comércio, obtidos através do comércio livre, constituem fatores dinâmicos de crescimento e desenvolvimento. Segundo tais economistas, a opção pela ISI gera elevado nível de protecionismo, situações de poder de monopólio e o aparecimento de rendas econômicas sob formas diversas. Outra crítica diz respeito a chamada repressão financeira, que ocorre quando se impede que o setor financeiro funcione de acordo com os mecanismos de mercado, a conseqüência disso é o desperdício de recursos para o crescimento econômico e o não desenvolvimento do sistema financeiro da economia. Deepak Lal, em trabalho publicado em 1983, fala acerca do dogma dirigista, onde algumas forma de dirigismo (estatal) podem ter efeitos positivos, no entanto, as políticas dirigistas normalmente adotadas conduziram a resultados insatisfatórios. Assim, o crescimento da dimensão do Estado tem custos significativos para o funcionamento da economia.
Entretanto, na Nova Teoria do Estado Desenvolvimentista, um conjunto de economistas têm defendido que o sucesso do Japão e outros países da Ásia está fortemente associado ao ativismo estatal, onde através de criação de sinergias entre o Estado e um sistema de mercado predominantemente privado resulta num elevado nível de produtividade da economia e numa acentuada dinâmica de crescimento econômico. O “novo desenvolvimentismo” pode ser diferenciado da economia neoclássica em três aspectos: a) acumulação de capital como principal motor do crescimento econômico; b) políticas econômicas como importantes para orientar a direção dos recursos.; c) importância do arranjos políticos.
Por fim, a nova visão dos economistas, principalmente os componentes do Banco Mundial, é a de que o Estado é central para o desenvolvimento econômico e social. Assim a ênfase deve ser colocada na eficácia e não na dimensão do Estado, que estará presente de qualquer forma. Assim, existem três níveis de funções para o Estado: a) Mínimas (provisão de bens públicos e proteção aos pobres), Intermediárias ( resposta aos fracassos de mercado); c) Ativas (coordenação da atividade privada).

REFERÊNCIA
ESTÊVÃO, João Ramos. O Estado e o Desenvolvimento Econômico: elementos para uma orientação de leitura. Cesa – Centro de Estudos sobre a Àfrica e o Desenvolvimento.

Matriz dos Fatores Históricos de Desenvolvimento

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Disciplina: Teoria do Desenvolvimento Econômico
Prof. Jair do Amaral Filho
Aluno: Thiago Holanda

Matriz elaborada por mim como trabalho da Disciplina de TDE. Relaciona diversos países e os fatores históricos que os levaram ao desenvolvimento econômico. Muito interessante.

Fonte: Em breve.

Desenvolvimento Econômico por Adam Smith*

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Em sua obra máxima, A Riqueza das Nações, Adam Smith, filósofo escocês e pai do liberalismo econômico, estudou um tema ainda hoje bastante recorrente, o Desenvolvimento. Apesar da maioria dos enfoques de estudiosos caírem sobre a questão da Teoria do Valor, a mesma não é a questão central do livro. Nesse artigo, pretendemos revisar, basicamente, o que esse Clássico nos deixou de contribuição sobre o assunto.

1) A Função de Produção

Smith reconhecia três fatores de produção numa economia: Terra, Capital e Trabalho, sendo que somente este último, segundo ele, era capaz de ser usado como medida de valor. Cada um desses fatores gerava uma contrapartida em rendimentos que são, respectivamente, Renda, Lucros e Salários. Tal função é sujeita aos Rendimentos Crescentes de Escalas, ou seja, os custos reais de produção tenderiam a diminuir com a evolução da divisão de trabalho dentro do processo produtivo.
Nesse contexto, Smith relacionava diretamente a produtividade com a divisão do trabalho, quando maior esta, maior aquela e vice-versa. Mas de que forma a divisão do trabalho influenciava a produtividade? O autor enumerou três fatores:

a) Aumento da destreza de cada trabalhador: com o exercício repetitivo de determinada função, o trabalhador tornava-se, por fim, um expert na realização da mesma.
b) Economia de tempo: com a divisão minuciosa de tarefas, o empregados deixavam de desperdiçar aquele tempo necessário de passar de uma tarefa a outra. Esse tempo, em termos acumulados, aumentava a produtividade.
c) Modernização da produção: maior estímulo a inserção de novas máquinas dentro do processo produtivo.

Entretanto, a divisão do trabalho também possui seu próprio limite, que é dado pela extensão do mercado, uma vez que “quando o mercado é muito pequeno, ninguém se anima a dedicar-se inteiramente a uma ocupação,por falta de capacidade para trocar todo o excedente produzido pelo seu trabalho, bem maior que seu próprio consumo, pela parte que necessita dos resultados do trabalho de outro homem”, por sua vez, o tamanho do mercado vai depender do capital (maquinaria e ferramentas a disposição do trabalhador) e da regulamentação do comércio interior e exterior (muitas restrições atrapalham o comércio, segundo ele).
Esta última, vamos chamá-la de variável “Instituição”, apesar de ser de extrema importância dentro da nossa teoria (vamos confirmar isso na Conclusão), é dada como exógena. Não se resolve dentro da própria função, mas é um fator externo ao modelo. Agentes externos (leia-se Governos) é quem detêm o poder de decisão sobre essa variável.
A variável “Terra” é dada como constante, Smith não tinha a visão que hoje temos acerca do uso degradante dos recursos naturais nem sobre os recursos não-renováveis, isso o fez considerar como a oferta da Terra como variável fixa.

2) Força de Trabalho:

Smith a analisa a oferta de trabalho sobre dois ângulos, o da oferta e da demanda.
A oferta de trabalho depende, evidentemente, do tamanho da população. O crescimento deste vai depender dos níveis de subsistência existentes. Ou seja, a taxa de salário vai ser importante na determinação do crescimento da população.
Por outro lado, a demanda de trabalho é influenciada pelo aumento de fundos designados ao pagamento de salários. Quanto maior a renda total de um país, maior vão ser os fundos destinados ao pagamento de seus salários.

3) Acumulação de Capital

A taxa de investimento numa economia é dada, diretamente, pela taxa de poupança, assim, a decisão dos agente entre consumo e poupança vai influenciar no investimento na economia, pelo fato de que ele usará, futuramente, essa poupança em fatores de produção, ou por ele permitir alguém fazê-lo no presente, através de empréstimos a juros (participação nos lucros). Portanto, o que determina a escolha entre consumo e poupança? Smith dizia que era o interesse em seu próprio lucro. Assim, enquanto houver investimentos lucrativos, haverá acumulação de capital. Porém, sabe-se que o lucro tem um limite: o estoque de capital. De acordo com o autor clássico, na medida em que o estoque de capital cresce, o lucro cai, pois quando todos os investidores decidem destinar suas rendas aos mesmos negócios, a competição mútua irá fazer o lucro cair. A taxa de salários, ao contrário, irá aumentar, pois todos esses investimentos aumentarão a demanda por mão-de-obra.
A queda da taxa de juros diminui a acumulação de capital? Não, pois, ao contrário do que muitos pensam, essa queda não vai diminuir a oferta de empréstimos, vai aumentar pelo impulsionamento da demanda. Afinal, com uma taxa de juros menor, as pessoas estarão mais dispostas a tomar empréstimos. Porém, se a taxa de juros diminuir bastante, Smith considerava que os emprestadores deixariam de viver disso e tornar-se-iam empresários também, aumentando ainda mais a acumulação de capita.
A acumulação tem fim? Sim! Haverá um suposto momento em que o país atingirá o seu nível máximo de Riqueza. Nesse contexto, os investimentos não poderão obter mais lucros do que o risco. Isso fará a taxa de juros descer até o nível mínimo de risco. A acumulação, então, irá parar, a população será constante e a economia terá atingido seu estado estacionário.

4) Conclusão

Smith destacou em todo seu estudo a importância em se frisar a livre regulamentação do comércio, o que ele chamou de “marco institucional”. O comércio sem entraves, dizia ele, era de crucial papel na determinação da taxa de juros real e a taxa de juros mínima de risco. Portanto, defendeu a não intervenção do estado como forma de permitir a auto-regulação do mercado.

(*) Resumo do Capítulo 3 do livro:

ADELMAN, Irma. Teorias do Desenvolvimento Econômico. Rio de Janeiro: Forense, 1972.


por Thiago Holanda


O que determina a desigualdade salarial no Brasil?

sábado, 15 de agosto de 2009


Não é de hoje que o Brasil costuma ser o país das desigualdades! Seja economica, cultural, religiosa ou socialmente, as diferenças entre os moradores de nosso país saltal aos olhos.


Não que isso seja, necessariamente, um defeito da nossa nação. A diversidade cultural, por exemplo, pode nos levar a refletir de forma múltipla sobre as questões essenciais da vida, aguçando nosso senso crítico e ampliando nossa visão de mundo.


Mas quando é que a diferença atrapalha? Bem, diversos são os exemplo que podemos citar, mas como o título do artigo sugere, pretendemos verificar a questão salarial no Brasil.


Seja devido o sexo, raça ou escolaridade, não é necessário analisar cientificamente para perceber esse problema no nosso mercado de trabalho. Mas, ao ler artigo produzido por Barros e Mendonça (1995), verifiquei alguns dados bem interessantes que, praticamente, confirmar um pensamento muito frequente pelo senso comun, de que a educação ainda é o principal elemento influenciador da mobilidade social. Os autores em questão verificaram que, de acordo com a literatura sobre o tema, alguns fatores tem diferente pesos no salário de um trabalhador. A seguir, mostro um gráfico sobre a porcentagem de cada um dos fatores, em destaque para a Escolaridade.

Os fatores considerados por ele são: segmentação do mercado de trabalho por ramo de atividade, segmentação do mercado de trabalho formal - informal, segmentação do mercado de trabalho por região, discriminação por cor, discriminação por sexo, experiência no mercado de trabalho, experiência na empresa e escolaridade.

È interessante notar que, mesmo ainda sendo algo indesejável, a discriminação pela cor e sexo estão com uma porcentagem efêmera, algo que tende a ser minimizado ainda mais. A experiência na empresa de trabalho ganha destaque ficando em terceiro lugar. A Escolaridade foi a grande vecendora, arrastando metade da porcentagem da amostra. Indicando o que já era um tanto óbvio, a formação do profissional tem o maior peso em seu salário.

Cabe,pois, às instituições responsáveis, sejam públicas ou privadas, levarem em consideração um maior fomento no nível educacional, principalmente das classes B e C a fim de minimizarem esses conflitos de rendimentos.

por Thiago Holanda

A salvação está no curto prazo?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O brasileiro é imediatista. Ele consome desenfreadamente e não se guarda para um amanhã desconhecido. Os dados oficiais do governo nos mostram que a Poupança Interna brasileira não chegou a 22% do PIB em 2005. Podemos comprovar isso também pelo crescimento das indústrias de entretenimento, afinal, o brasileiro prefere, por exemplo, levar o filho para passear todo final de semana à poupar dinheiro por um tempo a fim de custear um curso universitário do mesmo quando ficar mais velho.


O problema está se agravando porque até o governo está entrando nessa dança.As evidências dessas miopia temporal do governo podem ser vistas em dois importantes programas políticos atuais: o PAC e a Reforma Universitária. Apesar de perseguirem objetivos nobres, esses programas não se preocupam em responder a uma simples pergunta: e depois de tudo isso, o que acontecerá? No caso do PAC, depois de 2010, cessará o crescimento acelerado e o Brasil voltará a ser um eterno país “em desenvolvimento”? Ou no caso da Reforma Universitária, será que iremos passar o resto de nossas vidas distribuindo vagas nas universidades para negros e índios pelo fato de não terem tido uma educação básica digna?Devemos reconhecer que nenhuma política pública é perfeita, mas isso não deve ser justificativa para concordarmos com atitudes do governo que “tapem buraco” de um problema a fim de perpetuarem outros.Portanto, essa visão de salvação imediatista que enlaça a cultura de nosso país deve ser trabalhada a fim de ser posta de lado, para que tenhamos esperanças de um futuro melhor, afinal, quem fará esse futuro será o nosso presente.
por Thiago Holanda

Meus Apontamentos

Palestra: FEAACS
Tema:
China X Nordeste: Uma qualificação das transações comerciais bilaterais recentes.
Autores: Maria Cristina Pereira de Melo
Carlos Américo Leite Moreira.

Período: 2002 – 2007: Forte expansão comercial brasileira.

- A economia de escala na china é muito significativa.
- O estado chinês incentiva muito as exportações. A moeda chinesa é desvalorizada.
- Modelo chinês: preocupação em aumentar as exportações em detrimento do mercado interno.
- A maioria dos produtos importados da China são de baixo valor agregado e pouco teor tecnológico.
- A estrutura industrial da China é bastante diversificada.
- COMÉRCIO INTERSETORIAL E COMÉRCIO INTRASETORIAL
- A balança comercial é desfavorável para região nordeste, pos exportamos mercadorias pouco diversas (comomodities) e importamos diferentes tipos de produtos.
- O nordeste exporta as commodities e importa as manufaturas.
- O setor têxtil está sendo prejudicado pela importação da China, está havendo uma substituição.


Data: 14/05/09

 
 
 

Metas que devo cultivar diariamente:

1 - Amar a DEUS acima de todas as outras coisas.

2 - Amar o meu PRÓXIMO como a mim mesmo.