Exigências do capitalismo moderno!
Postado por Thiago Holanda às 12:41 0 comentários
Deus nunca erra!
Um rei que não acreditava na bondade de DEUS. Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo. O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas. O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso? Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.
Postado por Thiago Holanda às 12:00 0 comentários
É fácil ser crente?
Postado por Thiago Holanda às 19:24 0 comentários
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Superando as expectativas...
Autor Desconhecido
Postado por Thiago Holanda às 09:34 0 comentários
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Quem são seus gigantes?
Postado por Thiago Holanda às 09:26 0 comentários
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Debate entre Silas Malafaia e a ex-deputada Iara Bernardes sobre a PL 122.
Parte 1
Parte 2
Postado por Thiago Holanda às 07:07 1 comentários
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Existirá um amor maior?
È Difícil pensar no amor de Cristo por nós e chegar a uma conclusão racional sobre os motivos que o levaram a esse sacrifício. O mundo tem consagrado diversos heróis, tais como Che Guevara, Gandhi, Buda, entre outros. Mas será que algum deles teria coragem de se sacrificar da forma como Jesus fez?Não Falo de um sacrifício comum, como de alguém que decide dar a vida por outra pessoa que ama. De certa forma, várias pessoas teriam coragem de fazer o mesmo. Mas, e sacrificar-se por alguém que não amamos? Ou pior, sacrificar-se por quem nos despreza e, algumas vezes até odeia? Será que algum desses heróis seria capaz de tão grande e infinito amor? Será que VOCÊ seria capaz de demonstrar tão poderoso amor? Bem, acredito que não...
Jesus não mediu esforços para morrer por nós. Ele se humilhou, se fez pequeno, indefeso e fraco só para poder mostrar o quanto ele nos ama.
Que possamos viver cada dia de nossas vidas nos lembrando desse tão generoso e puro amor, para que Ele possa saber que ainda há aqueles que o reconhecem como ÚNICO E VERDADEIROS DEUS.
Postado por Thiago Holanda às 13:27 0 comentários
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"Existirá dor maior do que a que Ele sentiu?"
Òtimo texto. Recebi do meu aluno Esdras Adonai, vale a pena ler. Autoria do médico francês Dr. Barbet.
Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto, escrever sem presunção a respeito de morte como aquela.
Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas.
E o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais. Para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.
O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus.
Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.
Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe, o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor.
As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue. Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas.
Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas.
Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas.
Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar penetração dos pregos.
Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira.
Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado.
Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro.
A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência.Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera.
As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares.
Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.
Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.
Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!
Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento:
"Deus meu, Deus me, por que me desamparastes?"
Jesus grita:
"Está consumado!". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre... Em meu lugar... e no seu!
(Dr. Barbet, médico francês)
Postado por Thiago Holanda às 11:37 0 comentários
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Como editar arquivos PDF?
Estou postanto três soluções que encontrei para esse problema:
1ª Solução: Converter através do site: http://www.pdfonline.com/pdf2word/index.asp
Há alguns problemas aqui. Primeiro, o arquivos gerado na converssão é RTF (até aqui tudo bem, pois é editável pelo WORD), tornando assim o arquivo muito grande. No meu teste, eu converti um PDF de 904 KB e foi gerado um RTF de 10 Mgs. Outro ponto fraco é com relação a fo´rmulas e gráficos que acabam ficando meio desconfigurados.
2ª Solução: Utilizar o programa FOXIT PDF EDITOR. Você pode fazer o download em www.superdownloads.com.br . Esse programa é muito bom, permite que possamos editar um PDF das mais variadas formas, incluindo ou excluindo páginas, adicionando ou removendo textos, objetos e imagens, entre várias outras ferramentas. Só há um problema prático com ele, a edição só se faz de página em página. Ou seja, você não pode, por exemplo, mudar de uma vez só a cor da fonte do documento inteiro, é necessário fazer isso página por página. Nos casos de grandes documentos isso se torna algo nada prático.
3ª Solução: Baixar o Adobe PDF Distiller. Essa opção eu não cheguei a utilizar, mas li sobre o programa e, ao que pareçe, é uma ferramenta que permite total edição dos PDF. Como é um programa da própria ADOBE, provavelmente deve ser pago.
Thiago Holanda
Postado por Thiago Holanda às 04:32 0 comentários
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''A ideia de que o melhor Estado é o mínimo foi enterrada para sempre", atesta fundador do Consenso de Washington.
A reportagem e a entrevista é de Patrícia Campos Mello e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 01-11-2009.
"O FMI deveria é assessorar os países com ideias para tornar os controles de capital mais eficientes", disse Williamson em entrevista, da sede do Instituto Peterson de Economia Internacional. Segundo ele, no Brasil, a alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o capital estrangeiro "é parcialmente eficiente", então "pode ser necessário elevar o imposto para 4% ou 5%". Em artigo publicado no Financial Times, Williamson e seu colega Arvind Subramanian, do Peterson, criticam o Fundo por ter desaprovado o IOF.
O FMI disse que o imposto iria funcionar apenas temporariamente, porque eventualmente os investidores acham maneiras de burlar esses controles de capital. E não iria adiantar muita coisa se o Brasil não adotasse reformas e apertasse a política fiscal. Para Williamson, o imposto faz parte de um arsenal importante de que os países emergentes dispõem para lidar com excesso de fluxos de capital e superaquecimento da economia.
Eis a entrevista.
O sr. acha que foi inadequada a reação do FMI ao imposto sobre capital estrangeiro adotado pelo Brasil? Restrições de capital ainda são inaceitáveis?
Ainda é importante ser "amigável ao mercado", mas os países não devem mais ser dominados ou aceitar de forma passiva o julgamento do mercado, e isso ficou muito claro com a crise. O modelo que era visto como sacrossanto antes da crise asiática, que pregava a mobilidade de capitais, começou a mudar depois da crise da Ásia e completou sua transformação nessa crise.
Quais outros princípios do chamado Consenso de Washington, ou do que ficou conhecido como tal, mudaram por causa da crise?
Hoje se reconhece que há espaço para políticas keynesianas em tempos keynesianos, quando a economia está sofrendo de demanda agregada inadequada. E é necessário estatizar algumas coisas - privatização era uma das palavras de ordem do Consenso. Em alguns momentos, é preciso engatar uma marcha à ré nas privatizações. A ideia de que o melhor Estado é o mínimo foi enterrada para sempre.
O FMI continua não endossando políticas de restrição de capitais.
É um erro o FMI adotar essa postura fria e reservada. O Fundo deveria é assessorar os países sobre as formas mais eficientes de taxar o capital estrangeiro. Deveriam ajudar os países a implementar esse imposto e achar outras maneiras de desencorajar fluxos de capital. Ficar simplesmente dizendo que taxa sobre capital estrangeiro não é uma boa ideia, e dizer que o país tem que fazer todas essas coisas grandiosas antes, como restringir a política fiscal, isso não funciona.
O sr. acha que essa taxa pode ser eficiente, ou é legítima a crítica de que os investidores sempre acham maneiras de burlar esses controles?
É verdade que há maneiras de burlar. A taxa é parcialmente eficiente.
Mas, se é parcialmente eficiente, mesmo assim vale a pena manter o imposto?
Em vez de ter um imposto de 2%, pode ser necessário elevar a taxa a 4% ou 5% no Brasil.
Mas isso não espantaria demais os investidores?
Se os investidores querem ir para o Brasil, eles estão dispostos a pagar. Eu não vejo (essa elevação de taxa) como um ato muito hostil.
O Fundo diz que, com o IOF, o governo brasileiro pode se sentir tentado a adiar algumas reformas necessárias.
Isso é bobagem, pode-se fazer reformas ao mesmo tempo em que se adotam controles de capital.
E o Fundo diz também que esses controles de capital dificilmente vão ser muito eficazes se o Brasil não apertar sua política fiscal e baixar os juros.
De fato, provavelmente está na hora de o Brasil começar a desfazer suas políticas de expansão fiscal. Foi adequado adotar essas medidas no ano passado porque o mundo vivia uma recessão e havia grande perigo, então era necessário ter política fiscal expansionista. Mas agora chegou a hora de o Brasil começar a reduzir gastos do governo e, idealmente, ter um superávit nominal, não apenas primário.
Na reunião anual do FMI em Istambul, havia uma discussão forte sobre a necessidade de o Brasil deixar de acumular reservas e manter um pequeno déficit em conta-corrente. Esse seria o papel do País no processo de correção dos desequilíbrios globais. Mas muitos não concordam com essa ideia, já que o colchão de reservas ajudou o País a sobreviver melhor à crise. O que o sr acha?
Obviamente, há necessidade de um reequilíbrio global, mas não significa que países como o Brasil precisem parar de aumentar suas reservas. Eu não sei se é o melhor uso para os recursos do Brasil aumentar ainda mais o nível de reservas. Mas o principal problema é a China. E o Brasil deveria manter um déficit em conta corrente pequeno e o nível de reservas constante, talvez aumentando um pouco.
O sr. afirma que os países devem ter um arsenal de políticas contracíclicas para lidar com as crises.
Todos os países se beneficiariam de políticas contracíclicas. Mas é importante notar que só se pode iniciar uma política contracíclica na boa fase do ciclo, no alto. É preciso começar a economizar para poder gastar depois. Então agora é um ótimo momento para o Brasil começar.
Há a percepção de que haver maior expansão na política fiscal em 2010, ano de eleições.
Já tem havido expansão demais na política fiscal no Brasil e seria ótimo se os gastos do governo caíssem, mas isso é pedir demais em ano de eleição. Só esperemos que a situação não piore.
Postado por Thiago Holanda às 17:52 0 comentários
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Presbiterianos condenam o Acordo Brasil-Vaticano
A reportagem é de Antonio Carlos Ribeiro e publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 30-10-2009.
Para os presbiterianos, o Acordo firmado entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, em 13 de novembro de 2008, atenta contra a laicidade do Estado e cerceia a liberdade religiosa, ao manifestar “preferência e conceder privilégios” a uma instituição religiosa.
Afirma que o Vaticano é um Estado teocrático, fato que compromete acordos sobre assuntos referentes à fé, por atentarem contra o princípio da separação entre Estado e Igreja, conquistado pela nação. O Acordo legitima a noção teológica de tratar-se do “cristianismo verdadeiro”, do qual a Igreja Católica ela se julga “exclusiva detentora”, citando a Declaração Dominus Iesus.
O documento da IPB observa que “por ser o Vaticano um Estado, não pode impor ao Estado brasileiro a aceitação de sua religião” e nem exigir “privilégios e vantagens diferenciadas” que, por constarem na redação, tornam o Acordo inconstitucional e o impedem “de prosperar num Estado democrático de direito”, pois fere o princípio constitucional da isonomia. Acrescenta ainda que a expressão “O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas” é discriminatório, pois a Constituição da República preceitua: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”.
Essa discriminação não é atenuada pela Lei Geral das Religiões – Projeto de Lei n.º 5.598/2009 e o PLS 160/2009 – aprovado pela Câmara Federal e pelo Senado, já que ele é “mero espelho do Acordo, incorre nos mesmos equívocos de inconstitucionalidade e desprezo à laicidade do Estado brasileiro, estendendo as pretensões da Igreja Católica Apostólica Romana a todos os demais credos religiosos”. Por essas razões, a IPB se manifesta contra a aprovação do referido Acordo e de qualquer norma legal que privilegie uma religião ou denominação religiosa, em detrimento de outras, e que desconsidere a cidadania dos brasileiros que são ateus e agnósticos.
Postado por Thiago Holanda às 14:00 0 comentários
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Ignacy Sachs critica venda de créditos de carbono e defende dirigíveis
Desenvolver mantendo a floresta preservada. O desafio está sendo debatido desde ontem na Estação Gasômetro, no III Encontro Anual Fórum Amazônia Sustentável, que termina hoje. Durante o evento, foi assinada uma Carta Aberta ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo que ele e seus ministros conclamem os demais líderes mundiais à importância da elaboração de uma acordo 'ambicioso, justo e com força de Lei', em Copenhague. Estudiosos, organizações sociais, governos, empresários e Organizações não Governamentais (Ongs) participam do evento, último realizado no Brasil antes da Conferência do Clima, no mês de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
A notícia é do jornal O Liberal e reproduzida por Amazonia.org.br, 30-10-2009.
Entre os convidados de ontem, um nome que virou referência no assunto, sendo considerado mundialmente como um dos maiores especialistas em desenvolvimento sustentável: professor
Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos Sociais de Paris. Na ocasião, Sachs falou da importância do zoneamento ecológico-econômico; da certificação de origem de produtos; da necessidade da melhoria das condições de transporte. Sachs também criticou a venda de créditos de carbono.'Se o meu vizinho polui e eu começo a tossir, eu não vou parar de tossir quando ele comprar um pedaço da floresta e continuar poluindo. Nós temos que resolver esses problemas através de projetos e não de programas individuais de compra ou venda de carbono', disse Ignacy Sachs, durante a palestra de abertura.
O especialista acredita que um dos caminhos para tentar resolver o problema seria avançar na política de zoneamento ecológico-econômico. Mas ele lembra da necessidade de fiscalizar a área envolvida. 'Não é suficiente fazer apenas um documento. Vamos em seguida fazer um monitoramento da execução ou não execução da área zoneada. Poderia ser o caso de se instituir um certificado obrigatório', sugeriu.
Para Sachs, outro grande problema diz respeito ao transporte. 'Toda a construção de estrada deveria ser acompanhada de um plano de aproveitamento da linha por onde essa estrada vai passar', disse o professor, que defendeu a maior utilização do transporte fluvial e, inclusive, a utilização de dirigível na região. 'Transportar produtos perecíveis da Amazônia para o Sul do país é quase insustentável', afirmou. Além de Ignacy Sachs, o Fórum contou ainda com a participação de Rubens Gomes, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA); do executivo Fabio Abdala, da Alcoa e do professor José Eli da Veiga, da USP.
Postado por Thiago Holanda às 13:58 0 comentários
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O Exemplo de Celso Furtado
Postado por Thiago Holanda às 13:54 0 comentários
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''Eles ganham menos e estão mais dispostos a doar''
Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, tem experiência em pesquisar o comportamento dos brasileiros. Além de se autor dos livros A Cabeça do Brasileiro e A Cabeça do Eleitor, ele dirigiu as pesquisas de opinião da Fundação Getúlio Vargas e da Ipsos. Para ele, não existem dúvidas de que o vigor econômico das igrejas pentecostais e neopentecostais, bancado pelas doações dos fiéis, fortalece politicamente o grupo evangélico.
A entrevista é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-10-2009.
"Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. A tendência é essa influência aumentar. Os evangélicos estão se capitalizando mais ao longo dos anos", diz Almeida,
Eis os principais pontos a seguir.
SURPRESA
Havia a suposição de que os evangélicos doam mais dinheiro que os católicos. O que não se sabia é quanto mais eles davam. A recente prosperidade das igrejas evangélicas pentecostais é visível. Os templos são enormes. Elas têm recursos para investir em redes de rádio e televisão. A surpresa vem do fato de os pentecostais terem uma renda menor do que a dos católicos e a contribuição ser bem maior. Eles ganham menos e estão mais dispostos a doar.
RELIGIÃO EMERGENTE
O pentecostalismo no Brasil hoje é uma religião emergente em termos de recursos financeiros. É como se, do ponto de vista econômico, o catolicismo fosse a Europa e o pentecostalismo a Coreia do Sul.
CAMPANHAS
É um faturamento mensal alto com uma margem de lucro brutal. Pelo panorama político, parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. Está cheio de candidatos evangélicos nas eleições. E os candidatos não-evangélicos vivem cortejando as igrejas evangélicas.
DEFESA DA CAUSA
O candidato, se eleito, não precisa nem pertencer à religião, mas ele vai defender as causas dos evangélicos. Hoje no Brasil, vejo uma disputa por hegemonia entre a Igreja Católica e os evangélicos. A grande diferença é que os evangélicos são fragmentados. O dinheiro vai picadinho para várias igrejas. Mas é fato que eles estão com mais dinheiro na mão. E isso é usado para numa eventualidade financiar candidatos e pressionar governos.
MENOR ARRECADAÇÃO
Podemos fazer uma reflexão. O catolicismo pede dinheiro envergonhadamente.
PERSUASÃO
O pentecostal ao arrecadar tem uma coisa de persuasão, de dizer "dê o dinheiro que Deus vai lhe dar de volta". Ela mistifica resultados que não são divinos. A pessoa começa a frequentar, por exemplo os Alcoólicos Anônimos, e consegue parar de beber. Ela atribui isso a Deus. O pastor vai dizer: "Viu? Você deu o dinheiro e Deus agiu. Então, continue dando mais dinheiro." O padre católico não faz isso. E acho que ele não fará. Isso é um limite para arrecadação dos católicos. É preciso pensar em outra estratégia.
Postado por Thiago Holanda às 06:52 0 comentários
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Doações de evangélicos superam R$ 1 bi por mês
As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão - precisamente R$ 1.032.081.300,00. A Igreja Católica, que tem mais adeptos espalhados pelo País, arrecada menos: são R$ 680.545.620,00 em doações. Os números estão na pesquisa sobre religião realizada pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.
A reportagem é de Márcia Vieira e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-10-2009.
Entre os evangélicos, as igrejas que mais recolhem são as pentecostais, como a Assembleia de Deus, e neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiel doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro das esmolas que os católicos deixam nas suas paróquias (R$ 14,01).
Os evangélicos não-pentecostais, chamados de históricos (presbiterianos e batistas, por exemplo), são os mais generosos. Doam em média R$ 36,03, o que dá um faturamento mensal de R$ 432.576.180,00 às igrejas.
E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que os políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem as igrejas nas campanhas."
A pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu para 59% e o de evangélicos subiu para 23%. "Ou seja, dois em cada dez brasileiros são evangélicos", diz Almeida.
O cientista político Cesar Romero Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, se diz surpreso com a queda de "15 pontos porcentuais" no número de fiéis da Igreja Católica. Mas não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro.
Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram aliança com as oligarquias. Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. "O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades. Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias."
Figura polêmica, o Bispo Macedo, fundador da Universal do Reino de Deus, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas sua imagem não é das melhores. Para 70% dos entrevistados, "ele usa o dinheiro da Universal para enriquecer". Entre os próprios evangélicos, 57% têm essa impressão. E 18% dizem que "ele é bom e tudo o que faz com o dinheiro da Universal é para o bem de seus fiéis".
A pesquisa mostra que a estratégia de recolher doações funciona muito bem, sobretudo na Universal. "Os pastores falam de dinheiro o tempo todo", constata a antropóloga Diana Lima, do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio, o Iuperj. "Além do dízimo, os fiéis são estimulados a fazer propósitos com Deus e pagam por isso."
O Bispo Macedo, que responde a processo criminal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, levou ao máximo a Teologia da Prosperidade, criada por americanos no início do século XX. "A relação com Deus é de contrato. Não se espera a salvação para depois da morte. O que interessa é o aqui e agora", analisa Diana, que há cinco anos frequenta cultos, para entender o que move uma pessoa pobre a doar o pouco que tem para Macedo e seus pastores.
Diana defende a tese de que a Universal estimula o empreendedorismo dos fiéis. "Não é aquele negócio de pedir uma casa a Deus e ficar esperando que caia do céu. Não. Eles querem oportunidades. E sobretudo não querem mais ser humilhados."
Ela destaca que os pastores falam muito nisso. "Quem tem dinheiro se locomove confortavelmente no seu carro, não passa pela humilhação de andar no trem." O discurso se baseia na lógica do dinheiro. "Os fiéis investem agora, dando dinheiro à igreja nesse acordo com Deus, para ter o lucro lá na frente."
Diana comprovou que os fiéis não se incomodam com o enriquecimento dos pastores. "Uma das explicações é que o pastor está num lugar santificado. Então, faz sentido estar economicamente bem." Quando ouvem acusações de desvio de dinheiro, como a que levou o casal de bispos Estevam e Sonia Hernandes, líderes da Igreja Renascer, para a cadeia, preferem não julgar. "Os fiéis acham errado, mas defendem que cada um tem de se preocupar com seu compromisso diante de Deus. Isso não desautoriza a igreja."
Para Diana, os fiéis aprovam o uso político do dinheiro doado. "Acreditam que o Brasil está perdido. Que as drogas, o alcoolismo, a violência são coisas do mal. Portanto, ter na condução da sociedade alguém alinhado com a palavra de Deus é bom", explica. "Logo, precisam ter representação política."
Postado por Thiago Holanda às 06:48 0 comentários
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Igreja investiga se dançarina pode se tornar santa
A Diocese de Santo André coleta informações sobre Vanilda Sanches Béber, dançarina e professora de dança morta em 1958, para verificar se ela tem fama de santidade. É o primeiro passo para o início da causa de beatificação e canonização, que começa com um processo diocesano, a ser aberto pelo bispo, d. Nelson Westrupp, e segue para o Vaticano.
A reportagem é de José Maria Mayrink e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-10-2009.
Vanilda está sepultada no Cemitério da Saudade, em um túmulo coberto de placas com os agradecimentos de devotos que dizem ter alcançado graças por sua intercessão. Dezenas de mensagens são endereçadas à sua mãe, Eunice Sanches, de 89 anos, com testemunhos de pessoas de todo o País, principalmente do interior paulista.
"Muita gente visita o túmulo de Vanilda para pedir a Deus algum favor e até milagre por intermédio dela e de Nossa Senhora Aparecida", informa Eunice. Desde que Vanilda morreu, a mãe coleciona pastas e álbuns com documentos e fotos. Esse é o ponto de partida para a pesquisa que o padre Décio Gruppi, chanceler da Diocese de Santo André, faz por ordem do bispo.
O trabalho é difícil porque muita gente que conheceu Vanilda já morreu e alguns registros importantes se perderam. "O fato de a moça ter sido dançarina e ter morrido depois de um aborto faz do caso uma situação peculiar", afirma padre Décio. A Igreja vai investigar a fundo antes de elevar a dançarina aos altares e precisa ter a certeza de que o aborto foi espontâneo e não provocado.
Vanilda casou-se em abril de 1958, antes de completar 15 anos, engravidou três meses depois e morreu em outubro do mesmo ano, após perder a criança. "Era uma menina muito atenciosa com todos e foi muito caridosa, sempre disposta a atender aos pobres que batiam à porta de nossa casa", lembra Eunice. "Uma semana depois de sua morte, ela me transmitiu em sonho uma oração para quem quisesse recorrer à sua intercessão."
A oração, transcrita com as palavras que Eunice diz ter ouvido, pode ser lida em uma placa colada na parede do túmulo. Um trecho do texto, sem correções: "Meu Deus, eu vos peço de todo coração para que vós e Nossa Senhora me dê o direito e força para atender todos que ficaram na terra orando por nós. Meu Deus, eu vos peço que todos que pedirem em meu nome, Vanilda, que sejam atendidos com vossas divinas graças e Nossa Senhora Aparecida".
A fama de santidade de Vanilda, segundo sua mãe, começou a crescer durante o velório,quando uma mulher de azul, que ninguém conhecia, aproximou-se da urna e, depois de acariciar o rosto dela e passar a mão num crucifixo, comentou que ela já estava no Céu. "A mulher, que acreditamos ser Nossa Senhora, nunca mais foi vista", disse Eunice.
"Não é por ter sido dançarina que Vanilda não pode ser santa", observou a irmã Célia Cadorin, freira que atuou como vice-postuladora nas causas de canonização de Madre Paulina e de Frei Galvão, os primeiros santos brasileiros. Residente agora em São Paulo, depois de muitos anos em Roma, irmã Célia conversou com padre Décio e com familiares de Vanilda sobre a eventual abertura do processo em Santo André.
FAMA
O primeiro passo, insistiu irmã Célia, é constatar a fama de santidade. "Se há tantas placas (são mais de 200) no túmulo, que é visitado por tanta gente, isso é fama de santidade", disse. Ela se pôs à disposição dos interessados para trabalhar na causa de Vanilda, mas avisou que não se pode fazer nada sem aprovação do bispo diocesano. D. Nelson encarregou padre Décio de coletar informações, mas não parece ter pressa.
"Vanilda era dançarina e professora de dança clássica, frevo, sapateado e bailado espanhol, mas nunca dançou com as pernas de fora", disse Eunice. Convidada a se apresentar na televisão e em várias emissoras de rádio da capital e do ABC, a moça sempre abriu mão de cachês. Pedia que o dinheiro fosse distribuído aos pobres.
Padre Décio lembra que, pelo fato de ser dançarina, Vanilda não entrou na Associação das Filhas de Maria. Foi rejeitada, apesar de seu pai, o espanhol Antônio Sanches, torneiro mecânico e líder sindical, ter sido congregado mariano. "Quando Vanilda morreu, meu marido não gostava nem que se falasse de milagres", lembra Eunice.
A devoção começou em casa. Tias e primas de Vanilda recitavam a oração que ela ditou para a mãe em sonho e pediam ajuda em situações difíceis. "Sempre rezo e sou atendida", disse Sueli Guanetti, uma das primas, residente em Bauru. Eunice distribuía entre parentes e amigos que a procuravam vidros com óleo e água benta.
São testemunhos que padre Décio deve levar em consideração, mas ele quer achar outras pessoas que tenham conhecido Vanilda. Ele acha importante conseguir algum documento sobre a internação da moça no hospital em que morreu para saber como foi o aborto. Como a Igreja condena a prática, é preciso ter certeza de que não tenha sido provocado.
A prefeitura de Santo André acompanha a história pela projeção que dá à cidade. O Serviço Funerário Municipal incluiu o nome dela entre as personalidades no Cemitério da Saudade, que comemora seu centenário.
O túmulo de Vanilda fica a poucos metros da sepultura do ex-prefeito Celso Daniel, morto em 2002.
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Obama renova promessa a homossexuais
O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu acabar com a proibição de homossexuais servirem abertamente nas Forças Armadas do país. O anúncio foi feito na noite de ontem em um discurso para organizações GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) reunidas em Washington.
A notícia é de Gustavo Chacra e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-10-2009.
"Eu terminarei o "não pergunte, não fale"", disse o líder americano em meio a aplausos de centenas de presentes. Segundo esta política, ainda vigente, militares não podem dizer que são homossexuais caso queiram permanecer no Exército, na Marinha ou na Aeronáutica. Tampouco podem ser questionados sobre as suas orientações sexuais por seus superiores.
Logo depois do discurso, houve uma divisão entre os líderes de organizações GLBT. Alguns afirmavam estar satisfeitos com a atitude de Obama. Outros disseram para a rede de TV CNN que esperavam o estabelecimento de um calendário para a eliminação da lei, que foi aprovada há 16 anos, durante o primeiro mandato do presidente Bill Clinton.
"Nós não devemos punir patriotas americanos que querem servir o país. Devemos celebrar a vontade deles em dar um passo adiante mostrando coragem, especialmente quando lutamos em duas guerras", afirmou o presidente, em um momento que o seu governo precisa decidir se enviará mais 40 mil soldados ao Afeganistão. Até hoje, 12 mil soldados foram dispensados das Forças Armadas por terem afirmado que são homossexuais.
Alguns deles possuem habilidades especiais, como fluência em árabe e outras línguas importantes do Oriente Médio e do norte da Ásia.
PEDIDO DE PACIÊNCIA
Obama acrescentou que as mudanças não serão rápidas e pediu paciência aos grupos de defesa dos direitos homossexuais para que conquistem todos os avanços necessários. "Muitos de vocês não acreditam que o progresso veio rápido o suficiente. Mas não tenham dúvida de que seguimos na direção e o objetivo será alcançado", disse o presidente, que recebeu, na sexta-feira, o Nobel da Paz.
Segundo o chefe da Casa Branca, sua expectativa "é de que um dia vocês [OS GLBT]olhem para estes anos e vejam um momento em que acabou a discriminação, seja nos seus escritórios, seja no campo de batalha". "Estou aqui com uma mensagem simples: Estou aqui para lutar com vocês", acrescentou.
Richard Socarides, que aconselhava Clinton em políticas para os homossexuais, disse para a agência de notícias Associated Press que o discurso de Obama "teve um tom forte, mas foi muito vago". Cleve Jones, um dos ativistas mais respeitados do tema, disse que Obama fez um discurso "brilhante", mas ressaltou que o presidente não respondeu à principal questão: quando a promessa será concretizada. "Ele repetiu promessas que fez antes, mas não indicou quando realizará esses objetivos - e nós já esperamos há algum tempo", afirmou Jones.
Hoje, em Washington, está prevista uma grande manifestação pelos direitos dos homossexuais. De acordo com o New York Times, os GLBT estão divididos. Há os que defendem a manutenção da política de lutar pelo casamento entre homossexuais Estado por Estado. Outros preferem levar para o âmbito nacional, aproveitando o mandato de Obama e a ampla maioria democrata no Congresso, mais inclinada a apoiar o direito dos homossexuais.
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Uma vida consagrada.
“Consagrar”, no dicionário Aurélio significa: tornar sagrado, dedicar a Deus culto ou voto, oferecer afetuosamente. Não é qualquer tipo de pessoa que pode se consagrar a Deus. Um pecador, por exemplo, não pode ser consagrado a Deus, pois Deus rejeita o pecado (Is 59.2).No Antigo Testamento, uma das formas de se honrar a Deus era dedicando sacrifícios. Estes tinham que ser animais puros e limpos, como forma de mostrar ao Senhor que você estava dando a Ele o melhor que se tinha. Com a vinda e o sacrifício de Jesus, temos que tais sacrifícios tornaram-se desnecessários, pois Deus consumou o último e eterno sacrifício, a morte de Cristo.
Jesus não tinha pecado, era imaculado, por isso pode ser consagrado a Deus como sacrifício perfeito. Por isso, quando dizemos que vamos nos consagrar ao Senhor, temos que ter a certeza de que estamos em uma situação digna de entrar na presença do mestre.
Somos hoje mortos para o pecado, porém vivos para Cristo. De que adianta satisfazer os desejos da carne e perdermos a comunhão com o nosso pai, o criador de todas as coisas? Ser consagrado é estar em disponibilidade incondicional para o serviço na obra de Deus. Muitos homens fizeram isso: Noé (Gn 6.22), Eliseu (1 Rs 19.20), Davi (Sl 40.8), Isaías (6.8), Cristo (Jo 4.34), Paulo (At 9.6).
Na maioria das vezes, damos mais importância e valor as coisas seculares frente as espirituais e nos esquecemos do que Jesus disse em Mateus 6.33, em que devemos buscar, PRIMEIRAMENTE, o reino de Deus e sua justiça, e todas as demais coisas nos serão acrescentadas. Devemos honrar a Deus com o melhor do nosso tempo, nosso louvor, nossa oração e nossa meditação na sua palavra.
Por Thiago Holanda.
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O Estado e o Desenvolvimento Econômico
A partir dos anos 90, o debate muda de foco. Cessa os ataques neoclássicos a intervenção estatal e discute-se não mais a dimensão da intervenção, mas sim sua qualidade.
A defesa da ação estatal é o principal argumento da Economia Desenvolvimentista que, no seu início se baseou em três aspectos essenciais: a) acumulação de capital como motor do desenvolvimento; b) contra mecanismos de preços ; c) defesa da ação reguladora do estado. Tais economistas preocuparam-se com a composição dos investimentos na economia, que passou a ser, então, o tema central de toda a economia. Começaram a criticar os mecanismos de mercado, considerando-os como ineficientes e falíveis, onde se deveria atuar a “mão visível” do estado. Tal geração de economistas, vale ressaltar, foi fortemente influenciada pela postura teórica dos keynesianos. Para os mesmos, o estado tinha duas funções: indutora ou de desequilíbrio (liderar o início do desenvolvimento criando incentivos e pressões para desencadear novas ações) e induzida ou equilibradora (balanceando pressões em diferentes áreas, de forma a manter a dinâmica do crescimento).
A Economia Clássica, crítica a intervenção estatal, culpando-o, principalmente, pelo protecionismo e pela política mal-sucedida de substituição de importações (ISI). Utilizam como elemento empírico os exemplos de Coréia do Sul e Taiwan. Argumentam que os ganhos de comércio, obtidos através do comércio livre, constituem fatores dinâmicos de crescimento e desenvolvimento. Segundo tais economistas, a opção pela ISI gera elevado nível de protecionismo, situações de poder de monopólio e o aparecimento de rendas econômicas sob formas diversas. Outra crítica diz respeito a chamada repressão financeira, que ocorre quando se impede que o setor financeiro funcione de acordo com os mecanismos de mercado, a conseqüência disso é o desperdício de recursos para o crescimento econômico e o não desenvolvimento do sistema financeiro da economia. Deepak Lal, em trabalho publicado em 1983, fala acerca do dogma dirigista, onde algumas forma de dirigismo (estatal) podem ter efeitos positivos, no entanto, as políticas dirigistas normalmente adotadas conduziram a resultados insatisfatórios. Assim, o crescimento da dimensão do Estado tem custos significativos para o funcionamento da economia.
Entretanto, na Nova Teoria do Estado Desenvolvimentista, um conjunto de economistas têm defendido que o sucesso do Japão e outros países da Ásia está fortemente associado ao ativismo estatal, onde através de criação de sinergias entre o Estado e um sistema de mercado predominantemente privado resulta num elevado nível de produtividade da economia e numa acentuada dinâmica de crescimento econômico. O “novo desenvolvimentismo” pode ser diferenciado da economia neoclássica em três aspectos: a) acumulação de capital como principal motor do crescimento econômico; b) políticas econômicas como importantes para orientar a direção dos recursos.; c) importância do arranjos políticos.
Por fim, a nova visão dos economistas, principalmente os componentes do Banco Mundial, é a de que o Estado é central para o desenvolvimento econômico e social. Assim a ênfase deve ser colocada na eficácia e não na dimensão do Estado, que estará presente de qualquer forma. Assim, existem três níveis de funções para o Estado: a) Mínimas (provisão de bens públicos e proteção aos pobres), Intermediárias ( resposta aos fracassos de mercado); c) Ativas (coordenação da atividade privada).
REFERÊNCIA
ESTÊVÃO, João Ramos. O Estado e o Desenvolvimento Econômico: elementos para uma orientação de leitura. Cesa – Centro de Estudos sobre a Àfrica e o Desenvolvimento.
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Aprender a escrever na areia
Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas estradas e sombrias montanhas da Pérsia, acompanhados de seus servos.Certa manhã chegaram à margem de um rio onde era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar de uma pedra o jovem Mussa foi infeliz, falseando-lhe o pé e precipitando-se no torvelinho espumejante das águas em revoltas. Teria ali morrido, se não fosse Nagib, que atirou-se nas correntezas e conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada.
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